Coisas que eu observo quando chego numa casa nova
VIDA DE GATO
2/24/20262 min read
De olhos arregalados… eu chego.
Não é uma chegada comum.
Não é como quando humanos entram em lugares e já vão abrindo geladeira, sentando, mexendo no celular.
Eu chego e paro.
Porque uma casa fala.
E eu preciso ouvir.
Você acha que eu estou com medo. Mas eu estou fazendo uma auditoria (ok, talvez eu esteja com um pouco de medo também).
Primeiro eu olho o chão. Cheiro o ar. Escuto os sons.
- Quantos humanos vivem aqui?
- Existe outro animal?
- Alguém grita muito?
- Alguém bate portas?
Uma casa tranquila tem um cheiro diferente de uma casa tensa.
Você talvez nunca tenha percebido isso. Mas eu? Eu percebo em segundos.
Você pode ter comprado caminha nova, brinquedos caros, arranhador bonito. Em algum momento eu vou te agradecer por isso (ou ignorar pra sempre – nunca se sabe). Entretanto, nada disso vem antes de lugares altos para observar e cantos silenciosos onde ninguém me alcança.


Se você quer que eu me adapte mais rápido: não me force a explorar.
Não me carregue pela casa como um troféu.
Deixe esconderijos disponíveis.
Fale baixo.
E, por favor, respeite meu tempo.
Confiança não é conquistada em minutos, mas pode ser destruída em segundos.
O maior erro? Com certeza, ansiedade. Humanos querem amor imediato. Querem prova de que foram escolhidos.


Calma. Eu preciso sentir que você é confiável.
Quando um gato chega em uma casa, ele está procurando segurança.
Todo o resto vem depois.
Atenciosamente,
O Gato


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Escrito por um gato. Testado em humanos.
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